"O tempo é sempre o melhor remédio"
Tá ai uma frase que escuto desde pequena e sempre tive grande dificuldade em aceitar. Não sei bem o exato porque, mas esta ideia de simplesmente deixar o tempo passar me remete a um comodismo preguiçoso, falta de garra, sei lá.
Talvez sejam traços da minha personalidade, um tanto explosiva, imediatista e dominadora.
Sempre nutri uma incontrolável vontade de resolver todos os problemas do mundo e essa ideia de ficar sentada diante de uma janela, observando o passar das estações e esperando o aparecer de soluções me soava estilo sessão da tarde.
Foram necessários anos para que eu pudesse entender o real significado dessa frase. Deixar o tempo passar não é sinônimo de comodismo, e sim, de sabedoria. O tempo nos permite aprender o que muitas vezes deixamos escapar e é justo ai que está o pulo do gato. Os problemas não deixam de existir, mas o tempo nos torna preparados para enfrentá-los com outros olhos. Os olhos da maturidade.
E hoje, vejo que o tempo em si não é de fato o melhor remédio, mas o que fazemos com ele... essa sim é uma responsabilidade que carregaremos nas costas por toda a vida.
Dúvidas
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Lápis, papel... eu
Há quem diga que escrever é como buscar um álibe, uma válvula de escape ou uma fuga da realidade. Há quem diga que escrever é como criar um mundo próprio e utópico, é poder dar vida a sonhos, a delírios, a devaneios. Há quem diga que escrever é como consumir pequenas doses de sedativos. Diminuindo a dor do dia a dia, anestesiando o coração.
Pra mim, escrita é busca. Busca por entendimento, compreensão. Busca por respostas. É a forma que tenho de externar meus maiores segredos, meus menores medos, meus piores pecados.
Talvez escrevendo eu possa me ver como um papel
Talvez assim eu consiga me enxergar
Talvez um dia eu aprenda a me julgar.
Pra mim, escrita é busca. Busca por entendimento, compreensão. Busca por respostas. É a forma que tenho de externar meus maiores segredos, meus menores medos, meus piores pecados.
Talvez escrevendo eu possa me ver como um papel
Talvez assim eu consiga me enxergar
Talvez um dia eu aprenda a me julgar.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
De olhos abertos
Quando eu era mais nova, tendia muito a gostar de desafios. Adorava o desconhecido, o enigmático - talvez exatamente por não encontrar obstáculos na vida, resolvia eu mesma os criar. Quanto mais misteriosa a pessoa, mais atraente se tornava. E era sempre a mesma história, cada passo dado uma nova incerteza, um novo estímulo, uma nova provação - que muitas vezes resultava em decepção.
Estreitar relações é como pisar em nuvens, elas podem ser macias o suficiente para te acolher, ou frágeis o suficiente para te deixar tombar.
E hoje, observando os laços que construo, vejo como o tempo nos faz mudar.
O que me atrai agora é o exato oposto. Busco coisa sólida, palpável.
Quero pisar em terra firme sem chances de desabamento.
Afinal, já são tantas provações que temos que enfrentar...
Saber quem é quem se tornou crucial.
Estreitar relações é como pisar em nuvens, elas podem ser macias o suficiente para te acolher, ou frágeis o suficiente para te deixar tombar.
E hoje, observando os laços que construo, vejo como o tempo nos faz mudar.
O que me atrai agora é o exato oposto. Busco coisa sólida, palpável.
Quero pisar em terra firme sem chances de desabamento.
Afinal, já são tantas provações que temos que enfrentar...
Saber quem é quem se tornou crucial.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Em busca de mim
Chega uma hora na vida que a gente percebe que mudanças realmente existem e, quando nos damos conta, nossas roupas não são mais as mesmas, nossas músicas não são mais as mesmas, nossas saudades não são mais as mesmas.
Chega uma hora que a gente começa a perceber que a preguiça não é simplesmente um ato de comodismo, e sim um sinal de onde o nosso corpo não quer estar.
Convenhamos, ninguém tem preguiça de ser feliz. Ninguém tem preguiça do que faz feliz.
Chega uma hora que a gente cansa. Cansa de procurar o nosso lugar, seja em uma casa, uma sociedade ou em um grupo de amigos. E, sinceramente, isso está longe de ser preguiça. É apenas o início de um entendimento.
De que não adianta buscar, se não nos conhecemos o suficiente para saber o que queremos encontrar?
Chega uma hora que a gente começa a perceber que a preguiça não é simplesmente um ato de comodismo, e sim um sinal de onde o nosso corpo não quer estar.
Convenhamos, ninguém tem preguiça de ser feliz. Ninguém tem preguiça do que faz feliz.
Chega uma hora que a gente cansa. Cansa de procurar o nosso lugar, seja em uma casa, uma sociedade ou em um grupo de amigos. E, sinceramente, isso está longe de ser preguiça. É apenas o início de um entendimento.
De que não adianta buscar, se não nos conhecemos o suficiente para saber o que queremos encontrar?
domingo, 11 de agosto de 2013
De volta pra casa...
É, chegou o dia da reestreia. Dia de levantar da cama, abrir as janelas e encarar a vida real. Depois de tantos meses, tantos sonhos... O que dizer?
Hoje me peguei sentada no quarto e, sem que eu me desse conta, a minha mente voada. Quando vi, estava ali, parada, com lágrimas nos olhos assistindo a um filme da minha própria vida. Nele as cenas se passavam rápidas como em um treiler. Lugares, faces, risadas, fotos... sonhos. Músicas que embalavam dias quentes e frios, conversas, amores, loucuras... memórias. Memórias de uma história escrita por mim. Uma história com a minha cara em seus pontos fracos e fortes. Uma história com a minha trilha sonora.
É, essa cidade que me viu sorrir, chorar, gritar e falar baixinho. Onde eu dancei, me joguei, me apaixonei e me reinventei. Onde eu me libertei.
Ah Londres, quem diria... nesse lugar onde por tantas vezes andei perdida, acabei por me encontrar.
Então hoje, nesse novo recomeço, só me resta olhar para trás e agradecer a cada um que fez parte dessa experiência que, sem dúvidas, foi a experiência mais incrível da minha vida. Obrigada aos que deixaram marcas na minha história e no meu coração, cada um de vocês me ensinou uma lição que levarei comigo pra onde eu for.
Ah, e não esqueçam: a vida é só uma só.
Hoje me peguei sentada no quarto e, sem que eu me desse conta, a minha mente voada. Quando vi, estava ali, parada, com lágrimas nos olhos assistindo a um filme da minha própria vida. Nele as cenas se passavam rápidas como em um treiler. Lugares, faces, risadas, fotos... sonhos. Músicas que embalavam dias quentes e frios, conversas, amores, loucuras... memórias. Memórias de uma história escrita por mim. Uma história com a minha cara em seus pontos fracos e fortes. Uma história com a minha trilha sonora.
É, essa cidade que me viu sorrir, chorar, gritar e falar baixinho. Onde eu dancei, me joguei, me apaixonei e me reinventei. Onde eu me libertei.
Ah Londres, quem diria... nesse lugar onde por tantas vezes andei perdida, acabei por me encontrar.
Então hoje, nesse novo recomeço, só me resta olhar para trás e agradecer a cada um que fez parte dessa experiência que, sem dúvidas, foi a experiência mais incrível da minha vida. Obrigada aos que deixaram marcas na minha história e no meu coração, cada um de vocês me ensinou uma lição que levarei comigo pra onde eu for.
Ah, e não esqueçam: a vida é só uma só.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Só 20 centavos
Parece contraditório, brasileiros que optaram por morar fora do país se reunindo em prol de algo que está acontece a quilômetros de distância de nós.
Para uns pode até parecer hipocrisia, mas ontem, por volta das 17h, cerca de 2 mil brasileiros foram as ruas. O motivo? Apoiar os manifestos ocorridos no Brasil contra o aumento das passagens (se é que um motivo era realmente necessário). Tantas lembranças me levam a crer que manifestações deveriam estar ocorrendo diariamente a no mínimo 50 anos...
O fato é, protestar contra o que?
Eu, particularmente, acho que a população ficou tanto tempo sem por a cara na rua, sem aderir a uma causa ou lutar para validar seus próprios direitos, que, nesse manifesto, os gritos vão muito além de reivindicações por redução no valor de passagens. É o grito do povo, um som que estava abafado por anos dentro das conversas familiares, dos papos de bar ou dos textos utópicos. O povo quer falar. E eu, estando longe e observando tudo que aconteceu ontem, nesse país tão distante do meu, começo a entender o porque de muitos brasileiros saírem de suas casas, deixarem suas famílias, para tentar viver a vida em outro lugar.
A questão está muito além de 20 centavos.
O POVO QUER RESPEITO!
Para uns pode até parecer hipocrisia, mas ontem, por volta das 17h, cerca de 2 mil brasileiros foram as ruas. O motivo? Apoiar os manifestos ocorridos no Brasil contra o aumento das passagens (se é que um motivo era realmente necessário). Tantas lembranças me levam a crer que manifestações deveriam estar ocorrendo diariamente a no mínimo 50 anos...
O fato é, protestar contra o que?
Eu, particularmente, acho que a população ficou tanto tempo sem por a cara na rua, sem aderir a uma causa ou lutar para validar seus próprios direitos, que, nesse manifesto, os gritos vão muito além de reivindicações por redução no valor de passagens. É o grito do povo, um som que estava abafado por anos dentro das conversas familiares, dos papos de bar ou dos textos utópicos. O povo quer falar. E eu, estando longe e observando tudo que aconteceu ontem, nesse país tão distante do meu, começo a entender o porque de muitos brasileiros saírem de suas casas, deixarem suas famílias, para tentar viver a vida em outro lugar.
A questão está muito além de 20 centavos.
O POVO QUER RESPEITO!
segunda-feira, 10 de junho de 2013
De pés no chão
É impressionante como só percebemos que nossa vida mudou quando começamos a sentir falta da rotina. Descobrir, conhecer e desbravar novos territórios é algo realmente gratificante - mas, venhamos e convenhamos, ninguém vive de turismo, ninguém será eternamente um turista! Eu sei, é difícil assumir, mas a rotina tem lá seu valor. Quem nunca contou os dias para o inicio das férias escolares e quando elas enfim chegaram, bastou passar o primeiro mês para dar início aos planos a respeito de qual material usar no tão esperado primeiro dia de aula? Eu era mestra nisso, rs. A pessoa pode morar no Brasil, em Paris ou na Guatemala, uma hora ela simplesmente vai querer exercer as mesmas atividades que preenchiam o seu dia a dia, vai querer ser ela mesma... Eu tenho sentido saudade da minha vida, saudade de mim. E o mais legal disso tudo é perceber que por ser "a minha vida", eu posso levá-la para qualquer lugar, como uma bagagem de mão que nem pesa nas costas. E foi o que resolvi fazer. Quero acordar e comer biscoito cream cracker com chá verde, almoçar quando der tempo e correr ao entardecer. Quero ler um pouco antes de dormir, ver um filme debaixo das cobertas aos domingo e conversar sobre as complexidades do mundo com um amigo. Enfim, quero ser eu, e quero agora! Por isso estou aqui, calçando meu tênis, colocando uma música alta e indo rumo ao desconhecido. Estou indo me encontrar. Afinal, a única coisa que mudou foi a vista, de praia de Icaraí para Wimbledon Park. De resto, eu continuo sendo exatamente a mesma, sem tirar nem por.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Dívida alimentar
É impressionante o que uma pessoa tem a te oferecer, ou a
te tirar. Pensar que cada indivíduo circulando no mundo, sentado ao seu lado no
ônibus ou esbarrando em você ao atravessar a rua, possui total capacidade de
impactar a sua vida, a sua existência, a sua história... Apavorante!
Dentro de cada um de nós existe uma incrível e complexa
máquina, e dela surgem todas as emoções, sensações e histórias de vida. Memórias
mal formuladas que eu já cansei de tentar entender de onde vem.
Cabe a nós decidir o que fazer com a nossa máquina.
Livre arbítrio. Direito concedido. Escolhas.
Consequências.
Podemos deixá-la sem combustível, alimentando-a apenas do
básico para que continue exercendo suas funções vitais.
Alma alienada. Estado vegetativo do ser.
Ou podemos dar a ela gasolina aditivada, que como sabemos,
custa caro. E nem todos estão dispostos a pagar.
Escolhas. Livres escolhas. Suas escolhas. Sua vida.
Eu optei por me endividar.
Darei a minha máquina o que existir de mais moderno no
mercado. A alimentarei de ideias e lembranças, de situações embaraçosas e
intrigantes. A alimentarei de contos mal contados e de histórias sem final. Não
só as minhas, claro, mas sim a dos outros, a de todos os outros. Sugarei o
máximo dos livros que ler, dos amores que viver e das pauladas que levar. Quero
escutar histórias de vida. Histórias vivas. Quero me sentir viva.
Pode ser algo triste, não importa, eu quero saber. E
mesmo sabendo que o preço será alto, eu estou disposta a pagar. E você?
Tem algo para dividir? Uma aflição, um medo? Vamos lá,
pode me contar. Se abra para mim. Se feche para mim. Não importa, eu quero
tentar.
Quero tentar entender a incrível complexidade que é viver sendo você.
Sem que para isso eu precise deixar de ser eu.
Quero tentar entender a incrível complexidade que é viver sendo você.
Sem que para isso eu precise deixar de ser eu.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Eu não vou me adaptar
Passei a
vida tentando decifrar o mundo, tentando decifrar os outros. Sonhei com o dia
que seria capaz de compreender o que se passava no coração das pessoas que
amava, acreditava que assim conseguiria conquistar o meu lugar. Virei noites
elaborando teorias complexas sobre o sentido de cada olhar que me era
direcionado, cada palavra que me era dita, cada toque que me era presenteado.
Tentei entender as mudanças do tempo, as mudanças das pessoas, as mudanças de planos.
Tentei correr atrás de tudo que me escapava entre as mãos, acelerando mais do
que minhas pernas eram capazes de suportar. Vezes outras, tornei meus passos lentos,
quase que arrastados, buscando não disparar na frente de algo acreditava me pertencer.
Me adaptei, ou melhor, tentei me adaptar.
Perda de tempo. Pior ainda, perda de mim.
Como eu não havia percebido antes? Eu não vou me adaptar!
Como eu não havia percebido antes? Eu não vou me adaptar!
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Fragilmente indestrutível
Estou sufocada. Minha cabeça fervilha de ideias e cada nota
musical me desperta uma diferente sensação de descoberta. Cada linha que me
disponho a ler me leva a pensamentos que parecem não pertencer ao espaço em que
habito. A emoção parece aflorar constantemente dos meus olhos. Momento de
inspiração que deveria me causar liberdade, me faz sentir aprisionada em um mundo que só eu sou capaz de visitar.
Desejo de falar, tentar explicar para alguém minhas visões de mundo e o quanto momentos como esse me fazem sensível e forte. Fragilmente indestrutível. A sensação de que a qualquer momento irei explodir e que juntamente a isso todas essas sensações, dúvidas e sede de vida irão se espalhar e contaminar o universo e, a partir deste momento, todos irão compreender o que me torna uma pessoa tão complexa e misteriosa. Vão entender o porquê da minha necessidade de dias solitários, onde a luz não invada a minha conversa com meu eu interior.
Como a melodia desta música pode estar me tocando tão fundo à alma? Como posso estar sentindo essa energia de vitalidade percorrer o meu corpo de forma tão diferente da melodia anterior?
Preciso de alguém. Preciso explicar para alguém a metamorfose que se tornou a carne que habito. Preciso fazer alguém entender o que se passa com o meu ser para que esse alguém possa me explicar, me acalmar, me abraçar e dividir o peso que carrego de ser eu mesma, esse ser tão inconstante e desprovido de qualquer serenidade mental, esse ser que tem sede do novo e saudade do velho. Esse ser que tem desejo nos olhos e repudia no coração.
Desejo de falar, tentar explicar para alguém minhas visões de mundo e o quanto momentos como esse me fazem sensível e forte. Fragilmente indestrutível. A sensação de que a qualquer momento irei explodir e que juntamente a isso todas essas sensações, dúvidas e sede de vida irão se espalhar e contaminar o universo e, a partir deste momento, todos irão compreender o que me torna uma pessoa tão complexa e misteriosa. Vão entender o porquê da minha necessidade de dias solitários, onde a luz não invada a minha conversa com meu eu interior.
Como a melodia desta música pode estar me tocando tão fundo à alma? Como posso estar sentindo essa energia de vitalidade percorrer o meu corpo de forma tão diferente da melodia anterior?
Preciso de alguém. Preciso explicar para alguém a metamorfose que se tornou a carne que habito. Preciso fazer alguém entender o que se passa com o meu ser para que esse alguém possa me explicar, me acalmar, me abraçar e dividir o peso que carrego de ser eu mesma, esse ser tão inconstante e desprovido de qualquer serenidade mental, esse ser que tem sede do novo e saudade do velho. Esse ser que tem desejo nos olhos e repudia no coração.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
O amor em seu formato mínimo.
Acordar. Levantar. Arrumar. Planejar.
Viver. Sonhar. Ser. Tentar.
Buscar. Lutar. Deduzir. Adivinhar
Julgar. Fingir. Maltratar. Ignorar.
Julgar. Fingir. Maltratar. Ignorar.
Pensar. Saber. Conhecer. Desconfiar.
Filosofar. Encontrar. Amar. Amar.
Amar. Beijar. Amar. Cochilar.
Acordar. Olhar. Admirar. Decepcionar.
Ela. Ele.
Eu. Você.
Ela, eu.
Ele, você.
Ela, busca. Ele, satisfação.
Ela, encontro. Ele, frustração.
Ela, ganância. Ele, conformidade.
Ela, planos. Ele, realidade.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Somos o que há de melhor...
Sentimentos controversos que teimam em habitar o meu coração.O que devemos fazer diante dos fantasmas que insistimos em acolher dentro de nós? Por que os alimentamos e os damos abrigo como se fossem amigos íntimos e indispensáveis?
Romper barreiras em busca da esperada felicidade se torna uma tarefa difícil quando não conseguimos nos libertar de nossos próprios medos e pudores. Uns, impostos pela sociedade que pertencemos, outros, pelas regras que nós mesmos criamos na tentativa de nos tornamos mais admiráveis na visão de... na visão de quem? De nós? Dos outros? Sinceramente, de que importa?
Infelizmente, passamos a vida tentando montar a imagem de uma figura admirável e interessante, para que, alguém,talvez, um dia, quem sabe, nos enxergue como uma pessoa especial. Passamos a vida tentando nos tornar o que não somos para atrair alguém, sendo que não há nada mais atraente do que a humanidade imperfeita que nos pertence.
Como já dizia a música 'Diga a verdade ao menos uma vez na vida, você se apaixonou pelos meus erros.' Então, para que passar a vida tentando acertar?
Romper barreiras em busca da esperada felicidade se torna uma tarefa difícil quando não conseguimos nos libertar de nossos próprios medos e pudores. Uns, impostos pela sociedade que pertencemos, outros, pelas regras que nós mesmos criamos na tentativa de nos tornamos mais admiráveis na visão de... na visão de quem? De nós? Dos outros? Sinceramente, de que importa?
Infelizmente, passamos a vida tentando montar a imagem de uma figura admirável e interessante, para que, alguém,talvez, um dia, quem sabe, nos enxergue como uma pessoa especial. Passamos a vida tentando nos tornar o que não somos para atrair alguém, sendo que não há nada mais atraente do que a humanidade imperfeita que nos pertence.
Como já dizia a música 'Diga a verdade ao menos uma vez na vida, você se apaixonou pelos meus erros.' Então, para que passar a vida tentando acertar?
domingo, 6 de maio de 2012
Um poema, um alívio
Escrever
Desabafar
Tentar por no papel coisas que não compreendo com o coração
Válvula de escape
Fuga
Buscar me distrair com algo que não traga aflição
Dúvida
Busca
Alguém me explica o que se faz com a emoção
Medo
Perda
Não quero me manter nessa prisão
Um Grito
Liberdade
Eu posso ter o mundo em minhas mãos
Uma dor
Uma saudade
Não há mundo que sobreviva a solidão.
Desabafar
Tentar por no papel coisas que não compreendo com o coração
Válvula de escape
Fuga
Buscar me distrair com algo que não traga aflição
Dúvida
Busca
Alguém me explica o que se faz com a emoção
Medo
Perda
Não quero me manter nessa prisão
Um Grito
Liberdade
Eu posso ter o mundo em minhas mãos
Uma dor
Uma saudade
Não há mundo que sobreviva a solidão.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Esperando o inevitável
Estive pensando na morte.
Faz tempo que a correria do dia-a-dia me impede de pensar
nessas coisas subjetivas. De certa forma isso me faz bem, já que tenho grande
tendência à melancolia e as grandes reflexões costumam me fazer sofrer
bastante.
Além do mais, a fuga vem se tornando minha grande aliada.
Como todos sabem é bem mais fácil fingir não ver os problemas do que encará-los
de frente. Podemos chamar de ‘o famoso comodismo dos cegos. ’
Entretanto, estive pensando na morte.
Inevitável,
indecifrável.
Eu posso fugir de qualquer pensamento que me traga tristeza.
Posso fugir de uma análise mais profunda do que realmente sou. Posso fugir de
mim. Mas jamais poderei fugir da morte.
Por vezes paro pra pensar na minha verdadeira função na terra.
Chego a acreditar que minha vinda não foi em vão. Algum objetivo existe a ser
cumprido, mesmo que eu não saiba ao certo qual. Talvez eu viva em busca de uma
felicidade que nem ao menos me foi destinada. Ou talvez, quem sabe, o meu
destino esteve em algo que passou e eu não soube decifrar e, por não saber
decifrá-lo, eu não seja digna do deslumbre. Vai saber...
Mas uma coisa é certa, a morte me aguarda. Posso não saber
ao certo quando ela virá ou o que me trará como surpresa, mas ela virá. E terei
que estar pronta para recebê-la, pois ela não me permitirá levar lembranças do
que não vivi.
domingo, 8 de abril de 2012
Perdida em uma Estrada
Eu me perdi.
Não sei exatamente como ou onde isso aconteceu, mas quando me dei conta, já estava feito. Eu havia me perdido de mim e de tudo que acreditava me pertencer de forma tão natural, tão simples, tão certa.
Em algum momento, quando eu percorria algum caminho que provavelmente me levaria a um dos meus ‘eus’ interiores, me foi oferecida uma saída. Um desvio de rota que me pareceu atraente e que de uma forma de outra me enganou. Eu me enganei.
Me enganei quando acreditei que pegando o caminho mais fácil poderia encurtar o percurso ou torná-lo mais agradável. Me enganei por não perceber que era exatamente no caminho árduo e cansativo que estava o que procurava.
Me perdi.
Agora só me resta fazer o retorno e buscar novamente o que me era destinado inicialmente.
Conclusão: gastarei mais tempo e em nada me poupei dos empecilhos da estrada. Porém, uma coisa aprendi: nem sempre a esperteza é uma aliada.
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