domingo, 23 de janeiro de 2011

A procura do inalcançável



 É incrível a capacidade que os seres humanos tem de se enganar. Traçamos metas, objetivos e lutamos arduamente para conquistá-los. Neles depositamos expectativa e fé. Fé, essa é a palavra. Tenho fé em um mundo melhor, tenho fé que tudo irá da certo, tenho fé que um dia alcançarei a tão almejada felicidade. Mas onde tudo isso se encontra que eu nunca acho?
 Uma certeza eu tenho, dentro de mim não é.
 Em busca da resposta sobre o que há de errado comigo me vieram à tona vários pensamentos, uns que valem a pena serem citados, outros nem isso. Do tempo em que gastei nessa procura por mim mesma, me dei conta de um detalhe curiosamente despercebido até então. Fiz uma lista com todos os projetos e objetivos que pretendo conquistar neste ano e senti que só conseguiria ser feliz após realizar todas aquelas tarefas. Logo em seguida me recordei que no ano anterior também havia feito uma lista parecida, porém mentalmente, e tentei trazer a tona os objetivos que havia posto nela. Lembrei-me de praticamente todos os projetos que pretendia realizar e também de como achava que ao cumprir com todas aquelas metas eu seria 100% feliz. O mais incrível da minha ‘volta ao tempo’ ocorreu logo em seguida, me dei conta que havia conseguido realizar mais de 90% dos itens propostos para o ano de 2010, itens esses que seriam responsáveis pela minha felicidade. E cadê?
 Então quer dizer que eu deixei a minha felicidade na mão de meia dúzia de ‘irresponsáveis itens’ de uma lista de inicio de ano e eles nem se quer cumpriram o combinado? Pelo que me recordo era pra eu estar plenamente feliz agora, já que consegui realizar a tal lista, porém não estou. Cá estou eu novamente, fazendo uma outra lista, depositando na mão de novos projetos a minha própria felicidade.
 Por quanto tempo viverei depositando a minha felicidade em coisas que podem ou não se realizar?
 Preciso seriamente repensar sobre meus atos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Que venha 2011...


 É Ano Novo. Enfim 2011 chegou para nos livrar de todos os carmas que nos acompanharam em 2010. É como se chegasse o momento tão esperado onde podemos jogar fora tudo que nos fez sofrer e usufruir de uma nova chance. Chance de mudar. Ano novo, vida nova. Não é isso que dizem? Mas porque exatamente no dia 31 de dezembro na meia noite?
  Essa coisa toda de fogos de artifício, roupa branca e brindes pela paz mexem com o imaginário humano. Confesso que me deixo tomar pelo espírito de união e alegria que esta data proporciona, mas me obrigo a ter certas reflexões a cerca do que sinto neste momento.
  Quando penso no ano que deixei pra trás me vem um misto de sensações que eu jamais conseguiria explicar. Foi um ano de perdas e ganhos, como todos, e hoje paro para analisar o que poderia ser diferente. Nada. Nada poderia acontecer de forma diferente. Cada erro cometido, cada provação enfrentada e cada decepção sofrida faz parte do que me tornei hoje.
  Pensando sobre tudo que vivi chego a conclusão que o ano novo não é uma chance que nos dão para começar a trilhar um novo caminho. O ano novo não passa de um momento em que tudo conspira para que a gente pare e reflita sobre as nossas atitudes, sobre o que desejamos para nossas vidas e como podemos agir para conquistar o que nos é de direito.
  Ontem ao conversar com o pai de uma amiga ele disse algo que me fez refletir. Falávamos do prazer de sermos chamados pelo nome e na diferença de tratamento que vemos em um restaurante quando simplesmente nos referimos a um garçons pelo seu primeiro nome. Em meio a esta conversa ele perguntou se eu me sentia bem sendo chamada de Laura, eu me disse que sim, que sentia como se a minha identidade fosse realmente reconhecida, uma sensação extremamente confortável. E então ele me disse: Não acha que deveríamos proporcionar aos outros a mesma sensação de prazer que nos é proporcionada?
  Isso ficou na minha cabeça durante muito tempo e é exatamente o que o ano novo significa para mim. Um momento de pensar em quem quero me tornar. Em que tipo de frutos quero colher para poder começar a semeá-los ao próximo.
  Se pra mim forem necessários cinco anos novos por ano, não importa. O importante é a vontade que temos de nos tornarmos melhores. Então nesse ano, vamos olhar menos para o céu. Vamos olhar menos para o que esta em nossa volta e nos dedicar mais a observar o que esta dentro da gente. Vamos dar valor a cada atitude de amor que direcionam a nós e buscar retribui-la naturalmente. Não existe nada no mundo que mereça mais atenção!

Feliz 2011 para todos! (: