sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Basta.
Alguém avise que não somos bonecos a serem manipulados e jogados de lado.
Avise que usar as pessoas quando convém e depois não fazer a menor questão de mantê-las é uma atitude extremamente cruel e, sobretudo, burra!
Ah, aproveite e avise também que o mundo é feito de perdas e ganhos e que o mal feito a alguém, mesmo que inconscientemente, volta em dobro.
Por favor, não brinque com os meus sentimentos.
Sinto informar-lhe que por mais que eu aparente ser uma fortaleza indestrutível
os meus muros são feitos de olhares e meus canhões carregados de dor.
Não me faça acumular mais munição em meu interior.
Já não sou capaz de suportar tamanho peso em minha vida.
Não me culpe por toda magoa e medo que guardo dentro de mim.
Não sou a única culpada por todas as cicatrizes que a vida me deixou.
As pessoas passam, sim, mas as marcas que nos deixam ficam entranhadas em nossa alma como feridas que parecem se renovar diariamente.
Um corte que a cada inicio de cicatrização é refeito para jamais permitir sanar a dor.
É, cada novo corte feito.
Cada nova marca deixada.
Cada nova ferida eternizada.
Sinto que em mim, particularmente, não cabem mais traumas.
Por isso peço, imploro, não desperte nenhum sentimento em meu coração.
Luto arduamente contra a minha tendência a amar demais.
E indiscutivelmente, sofrer demais.
Não quero depositar expectativa em ninguém, até porque não posso culpá-los dos meus sonhos infantis.
Sempre tive a impressão de não ser como a maioria que me cerca, hoje possuo a certeza.
Só me peço um pouco mais de frieza.
Um pouco mais de compreensão para lidar com esses corações inocentes que me despertam tanto amor.
Mesmo que sem intenção.
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