Eu me perdi.
Não sei exatamente como ou onde isso aconteceu, mas quando me dei conta, já estava feito. Eu havia me perdido de mim e de tudo que acreditava me pertencer de forma tão natural, tão simples, tão certa.
Em algum momento, quando eu percorria algum caminho que provavelmente me levaria a um dos meus ‘eus’ interiores, me foi oferecida uma saída. Um desvio de rota que me pareceu atraente e que de uma forma de outra me enganou. Eu me enganei.
Me enganei quando acreditei que pegando o caminho mais fácil poderia encurtar o percurso ou torná-lo mais agradável. Me enganei por não perceber que era exatamente no caminho árduo e cansativo que estava o que procurava.
Me perdi.
Agora só me resta fazer o retorno e buscar novamente o que me era destinado inicialmente.
Conclusão: gastarei mais tempo e em nada me poupei dos empecilhos da estrada. Porém, uma coisa aprendi: nem sempre a esperteza é uma aliada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário