domingo, 29 de janeiro de 2012

Ano novo. Inovação.


    Como eu adoro o início do ano. São aqueles projetinhos de sempre: dessa vez irei estudar como nunca, não comerei como sempre e malharei de janeiro a janeiro, sem direito a folga e intervalos comerciais. O início do ano para mim tem um gostinho doce de esperança misturada com o desafio de superar a minha maior inimiga, eu mesma. Uma energia revigorante parece tomar os meus dias e eu ouso dizer que chego a me tornar uma pessoa zen, podem acreditar! Além do mais, essa época do ano me da uma forcinha extra para abandonar tudo que é antigo e já não possui serventia no meu cotidiano, é um momento de purificação. É uma das raras épocas em que me sinto forte e com uma autoconfiança invejável, chego a me tornar idealista. 
    Creio que comecei bem o ano de 2012. Uma intensa arrumação no armário, doação de tudo que já não me era útil. Matricula feita em todos os cursos que almejo, não poderei mais fugir deles.  E uma grade de matérias capaz de enlouquecer qualquer estudante universitário.
    Dias cheios, muitos sonhos, muita expectativa. 
    Acho que estava precisando de um recomeço para, quem sabe, me reencontrar. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O tédio produtivo.

         Era uma noite tranquila, dessas que tentamos ver o máximo de novelas que a nossa mente é capaz de suportar e quando já não encontramos animo para encarar a tela da TV, optamos por algo menos alienador. Cogitei filmes, livros ou uma ligação casual para alguma amiga, mas nada me parecia atraente o suficiente. Foi então que me rendi a uma breve espiada no mundo virtual. Naveguei um pouco pelas redes sociais, tentei escrever algumas linhas sobre o que sentia no momento, mas confesso que a minha preguiça de começar uma autoanálise superava qualquer desejo de inspiração. Ainda em busca de me refugiar do tédio, optei por abrir aleatoriamente as pastas do meu computador procurando ser surpreendida por alguma coisa, e realmente fui.
        Deparei-me com uma pasta que continha fotos tão antigas que eu mal podia recordá-las. Comecei a vê-las repetidas vezes e me senti tendo um daqueles momentos de melancolia misturada com saudade e sabe lá Deus mais o que. Era um mix de realmente difícil de decifrar.
        Inúmeras vezes me peguei rindo das imagens como se estivesse revivendo algum momento engraçado, porém, o mais engraçado foi quando resolvi observar a minha reação diante daqueles retratos de vida. Eu estava ali, diante de tudo que já vivi, diante de fotografias que não mostravam nada além do que a minha própria história. E eu ria! Eu ria como se cada imagem tivesse sido eternizada no meu momento de mais plena felicidade. Eu ria como se quando aqueles flashes foram lançados diante de mim eu não possuísse problemas, como se eu não sentisse resquícios de dor. Cheguei a cogitar que minha vida poderia ter sido perfeita durante todo aquele tempo, mas logo em seguida me deparei com o óbvio. 
        Minha vida nunca tivera sido perfeita, longe disso. Naqueles momentos eu sofria tanto quanto hoje, ou mais. O incrível é como o ser humano consegue superar as coisas ruins sem deixar que as boas lembranças se percam.
        Hoje, ao ver fotos do passado, sinto uma enorme alegria por tudo de bom que vivi o uma inexplicável amnésia em relação a tudo que me fez sofrer.
        Espero um dia ser capaz de por em prática este sentimento em relação ao presente, aprendendo a guardar comigo apenas o que me faz bem. Talvez esse seja o segredo da felicidade.