Quando eu era mais nova, tendia muito a gostar de desafios. Adorava o desconhecido, o enigmático - talvez exatamente por não encontrar obstáculos na vida, resolvia eu mesma os criar. Quanto mais misteriosa a pessoa, mais atraente se tornava. E era sempre a mesma história, cada passo dado uma nova incerteza, um novo estímulo, uma nova provação - que muitas vezes resultava em decepção.
Estreitar relações é como pisar em nuvens, elas podem ser macias o suficiente para te acolher, ou frágeis o suficiente para te deixar tombar.
E hoje, observando os laços que construo, vejo como o tempo nos faz mudar.
O que me atrai agora é o exato oposto. Busco coisa sólida, palpável.
Quero pisar em terra firme sem chances de desabamento.
Afinal, já são tantas provações que temos que enfrentar...
Saber quem é quem se tornou crucial.
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