quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um lugar qualquer.


 Trocas de olhares ternos e calmos.
Não existe sonífero mais eficiente que seus braços.
Gargalhadas altas, leves.
Pequenos ensinamentos que permanecerão nas memórias mais nobres de um ser.
E ainda assim, tendo em distância tão curta uma fonte tão límpida de amor, consegue-se torná-la invisível para o coração.
 O que Johnny precisava estava exatamente ali. A completude que todo o seu mundo de fãs e mulheres não o trazia estava em algo muito mais seu do que qualquer outra coisa.
Em meio a uma vida perfeita aos olhos dos que observam de longe, o protagonista vive um conflito interno que apenas a sua filha de 11 anos consegue desvendar. Ele tem tudo, aparentemente, tudo. Mas de que adianta ter tudo quando não se tem nada? De que adianta um belo palácio se não existe uma única companhia para um chá?
  A solidão esta dentro de quem a vive.
 Aquela menina tão pequena conseguiu despertar em um homem a ternura que parecia incapaz de habitar o seu olhar. Aquela menina, que já era sua filha a tanto tempo, conseguiu tocá-lo ao ponto de fazê-lo despertar.
 Momentos inesquecíveis estão em toda parte, prontos para serem vividos.
Basta não virarmos as costas quando a real felicidade acenar.

Sobre o filme: Um lugar qualquer
Diretora: Sofia Coppola

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