segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Cartas para Julieta.
Ontem vi um filme que não fugia em nada das tantas comédias românticas que vemos em cinemas e locadoras. Para uns, bobos, para outros, ótimos, para mim, revelador. Não sei porque, mas de uns tempos pra cá tenho me identificado muito com contos de fadas, mesmo não tendo uma opinião formada em relação a sua autenticidade. Sempre me ponho no lugar da mocinha sofredora que encontra no amor verdadeiro sua uma razão para viver, e essa sim é minha única razão de viver.
Estou longe de ser uma menina sem nenhum defeito ou uma mulher exemplo de beleza e garra. Estou longe de ser digna de um daqueles homens com uma beleza estonteante que na maioria das vezes só passa a ser um bom rapaz quando a mocinha o desperta algo surreal. Mas eu queria, eu realmente queria viver um amor daqueles arrebatadores, que não mede consequências e supera qualquer empecilho.
É estranho pensar que muitas pessoas passam pela vida sem ao menos conhecer esse sentimento, é estranho pensar que nem todos somos felizardos. O que será que diferencia as pessoas? O que será que torna uma pessoa merecedora de uma experiência tão intensa? Não sei.
Apenas sei que este filme me despertou uma imensa vontade de ir para Verona escrever a minha carta para Julieta e deixá-la no muro, como todas as outras mulheres com o coração partido. Quem sabe eu não teria uma resposta?
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