quarta-feira, 4 de maio de 2011

Em uma viagem não tão longa...

  Voltava de um lugar bonito, onde tinha visto coisas bonitas. A estrada por onde passava também era bonita e me transmitia uma enorme sensação de paz. Às vezes fechava os olhos e tentava entrar em contato com o meu eu mais intimo, mais misterioso. Passo tanto tempo tentando descobrir onde a minha felicidade esta... em uma casa de praia animada cercada de amigos e música alta, ou quem sabe em um lugar afastado da cidade, onde eu sinta a natureza e respeite nada além de mim, das minhas próprias vontades. Talvez a minha real pergunta seja: com quem a minha felicidade está?
  No caminho eu vinha conversando com alguém sobre coisas cotidianas, relacionamentos, decepções, experiências... Tentava tragar cada palavra transmitida naquela conversa, cada pausa para a respiração.
  Uma frase ganhou mais destaque dentre tantas outras ditas. Uma frase me fez pensar que passei 19 anos da minha correndo atrás de um objetivo inalcançável e provavelmente, mesmo depois dessa revelação assustadora, continuarei fazendo o mesmo. “Você sabe o que quer de um homem? Se sabe, pode ter certeza que quando encontrar não ficará satisfeita. Mulheres nunca estão satisfeitas.” Pensando melhor me dei conta do quanto isso influência diretamente em minha vida. Como assim eu nunca irei encontrar a estabilidade que toda mulher sonha em conquistar? Como viverei infeliz eternamente?
  Creio que o problema não esteja no objeto ou pessoa de nosso desejo. Penso que ao buscar arduamente algo, quando o encontramos, nos provamos capazes de atingir um objetivo que para nós era considerado difícil e isso nos desperta coragem para voar mais alto, sonhar mais alto. Os sonhos mudam e com isso a felicidade passa a não se encontrar mais no que antes a depositávamos. Queremos mais, muito mais. Não do outro, de nós próprias.
Vivemos lutando para provar para nós mesmas que somos capaz de muito, de podemos conseguir muito. E disso realmente somos.
  Mas nem sempre é o muito que nos atrai. Nem sempre é o muito que nos conquista.
  Nem sempre é o muito que realmente queremos.


2 comentários:

  1. Para quem um dia chorou lendo o meu diario, ate que vc esta mandando muito bem!
    Beijinhos

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  2. O seu diario sempre me transmitiu emoções muito fortes. Você escreve com a alma e isso sempre me interessou. Por que não publica seus textos em alguma página? Gostaria muito de le-los novamente! Beijos, saudade.

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