domingo, 12 de junho de 2011
Apenas.
Fui instigada a escrever e rapidamente corri a procura de papel e lápis. Papel e lápis, duas coisas tão simples. Simples matérias primas básicas para o transmitir de minhas emoções latentes. Eu escrevo, eu penso. Eu sonho. Eu existo. Eu existo de uma forma tão completa e única que nenhum outro ser na sociedade jamais será capaz de me compreender. Serei eu mesma capaz de me compreender? Eu existo. E a minha existência é para mim uma coisa tão única, tão minha. Eu existo e só eu sei o quão incrível sou e por mais que eu passe horas tentando explicar para segundos a grandiosidade de meus pensamento, de nada isso importa. Os meus pensamentos são meus, apenas meus, de mais ninguém. Percebo que tenho grande necessidade de encontrar pessoas para as quais eu possa explicar o turbilhão de emoções que possuo na alma, percebo que ao encontra-las as trato como presentes emitidos a minha existência. Engano meu, engano eu. Enorme presente recebe quem tem o prazer de ser escolhido para desfrutar uma parte mesmo que ínfima de cada sensação que detenho, cada emoção que transbordo. Sou vida, sinto o sangue percorrer minhas veias de uma forma rápida e quente e isso me faz crer que não estou aqui com um único propósito. Viver. Pessoas permitem deixar escapar a essência mais pura da raça com a qual pertencemos. Pessoas cegas resumem suas vidas ao roteiro de um filme. Eu não. Eu jamais farei isso. Eu quero viver todos os filmes, provar de todas os gostos que a vida pode me oferecer, da luxuria ao pudor. Eu quero poder gritar tão alto que minha voz atinja a frequência do ar e me calar tão profundamente ao ponto de ser considerada ser inabitável. Quero viver. Quero conhecer pessoas que me façam bem ao ponto de me alegrarem o semblante e outras que em façam mal ao ponto de me fazerem produzir a literatura mais dramática. Eu quero ser eu. Mesmo se pudesse escolher qualquer outra criatura para habitar a minha existência jamais mudaria de tom. Ninguém além de mim é digno do quão incrível posso ser.
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