segunda-feira, 7 de março de 2011

Pare,

    
    Como conseguimos viver tão calmos tendo a certeza que iremos morrer? Como pulamos, compramos ou comemoramos o aniversário de um, quinze e cinquenta anos, sendo que isso nada mais é do que uma veloz aproximação com a morte? 
  Iremos morrer. 
    Nada aqui é eterno. Nós não somos eternos. Meu Deus, como isso me espanta. Iremos realmente morrer.
    Eu faço planos, me dedico a idealizar um futuro próspero, passo mais tempo sonhando do que realmente vivendo, e pra que? Eu não tenho ao menos a certeza de que o amanhã existirá. Quando será a minha hora? Quando será a hora das pessoas que amo? Nunca saberei, e isso me espanta demais. 
    Às vezes quando deito em meu quarto, no escuro, sozinha, me ponho a pensar em tudo que já vivi e que ainda poderei viver. Penso que mesmo depois da morte, independente de onde eu esteja, gostaria de não esquecer um pedacinho da minha história. Gostaria de lembrar de cada momento que a emoção me tomou por completo e me provou que a carne é viva. Só queria poder lembrar. 
    Sinto medo. Não um medo desesperador que me faz procurar acalento nos braços de mãe. É um medo sutil, talvez uma mistura de medo com melancolia. Vontade de que a vida nunca acabe, que os laços nunca se rompam. Um desejo de eternidade.

    Paisagens, abraços, detalhes. Pense. Pare e pense em cada dia que já viveu, em cada momento que sua memória insiste em perder, em casa momento que a sua memória insiste em lembrar. Pare e pense no porque da vida tomar rumos totalmente imprevisíveis e o quanto isso é bom. Pense no que te faz levitar ao dormir. Pense.

2 comentários:

  1. Laurinha, sou fã do seu blog.. amo amo amo!
    você deveria leva-lo a sério, quem sabe nessa brincadeira não está seu futuro? voltei a brincar tambem.. espero sua força: http://dicasdasdondoquinhas.blogspot.com/

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  2. eu também penso nisso as vezes. sinto exatamente o mesmo que você... é uma pena que a vida acabe. que seja só isso. nada além.

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