Ando muito intrigada com uma questão, que até então tinha passado despercebida em minha vida. Não tenho muito que falar sobre tal tema, confesso ser completamente leiga quando o assunto é amor, mas de uma coisa estou certa, tenho tantas duvidas que seria capaz de escrever um livro.
O que leva o nosso coração a escolher determinada pessoa? Ás vezes nem achamos tantas qualidades ou semelhanças em determinado homem a ponto de querê-lo como companheiro. Dizem que os opostos se atraem, mas tenho uma pequena impressão que foram exatamente esses ‘opostos’ os responsáveis pelas minhas maiores decepções.
Tem momentos que nem eu mesma me entendo, creio que não sou a única que reflito sobre essa questão. A vida nos alerta de todas as formas, nos mostra que estamos indo para um caminho errado... a pessoa amada nos decepciona, nos faz sofrer, nos oprime a ponto de não existir mais uma gota de auto estima, mas algo nos cega ao ponto de nos fazer insistir em um relacionamento inexistente, mera perda de tempo
Seria quem então o verdadeiro dono do nosso coração? O comandante desse amigo-inimigo que temos dentro de nós? Porque sim, é isso que ele é. Um amigo que nos proporciona os sentimentos mais plenos e um inimigo cruel, porque além de nos fazer sofrer, consegue nos impor algo que praticamente fere o nosso livre arbítrio, nosso direito de liberdade. Não podemos simplesmente arrancá-lo, porque ele nos pertence e nos mantêm vivos.
Não existe nada que possamos fazer contra um sentimento, o coração faz a sua própria hora. Suplicas, tentativa de substituições, nem as maiores loucuras conseguem acelerar o tempo do nosso coração. Ou seja, todo trabalho feito para esquecer uma pessoa é inútil, somos meros espectadores da vontade do nosso poderoso chefão
Ah, ele não se contenta com esse poder de comando, ele quer muito mais. O coração não dá avisos. Meu sonho é que ele tivesse aquele famoso ‘bilhetinho’ de colégio infantil. ‘Senhorita Laura, amanha ao ir à padaria você encontrará seu futuro namorado’, ‘Fique atenta, nessa boate você poderá esquecer seu amor atual’, ‘Não fique em casa hoje, tudo pode mudar se você for para rua do lado’... Como eu seria feliz!
Posso estar me apaixonando hoje, ou me afastando de alguém que amei... Sinceramente não sei! Seria eu então quem escolho os meus amores inconscientemente? Ou sou apenas vítima das escolhas de segundos?
Essas dúvidas me atormentam e me alimentam. A sensação de estar vivendo o sentimento mais nobre e ao mesmo tempo a esperança de que esse sentimento não será eterno. A qualquer momento posso me surpreender com novas experiências e como tudo na vida, as mudanças sentimentais são constantes.
Não sei nada sobre o amor, mas sei muito sobre amar...
e quanto as minhas dúvidas, não sei desvendá-las.
Só sei que elas me fascinam.
Não vou ficar elogiando, porque vc vai vir brigar comigo depois e dizer... "MENOS, MÁRCIO! MENOS!" alias, já fez isso! =x
ResponderExcluirmas vc ganhou um "fã" (sem puxar o saco, juro!) dos seus textos... idéias sensatas! =x quando for escrever o livro eu compro! ;**
Pensa que nao é voce que sofre de dúvidas sobre isso! É questão de terapia mundial!
ResponderExcluirQuerida, não sabia dessa sua "verve"! Adorei! Você parece mais minha filha do que se eu tivesse tido uma filha. Não falo fisicamente é total oposto. Mas a alma é muito parecida, quem diria!kkkk Beijos!! Virei fã! Agora vai lá visitar o meu e deixa um recadinhos tb (http://wwwoutlines.blogspot.com). Aliás, já add o seu blog no meu. Bjs!
ResponderExcluirLaura, não sabia desse seu talento! Você escreve muito bem! Gostei muito do texto, parabéns!
ResponderExcluirtambem vou comprar seu livro, gata! fiu fiu
ResponderExcluirLaura
ResponderExcluirnós somos eternas caixinhas de surpresa para nós próprias. O amor nasce não se sabe de onde, não se sabe o porquê. Só se sente. E é por isso que o porquê se mantem oculto, em algum lugar do céu, pairando nas nuvens do coração de Deus.
Te amo amiga.
Que nunca deixemos de amar. Haja o que houver.