sexta-feira, 27 de agosto de 2010
A lágrima.
Uma ardente falta de ar invade meu pulmão.
É quase uma sensação de sufocamento.
A energia corre por todas as partes do meu corpo.
Como se estivesse acordando cada célula.
Cada fio de cabelo.
Cada toque.
A emoção a flor da pele.
Os batimentos do coração disparados.
É como um alerta de algo incrível.
Os pés já não tocam o chão.
E então ela chega.
A boca já não sente a umidade habitual.
O conforto não da lugar a mais nada.
É possuidora de um poder jamais visto.
Como envolver um bebê em seu manto sagrado.
Sagrada.
Ela chega como senhora absoluta.
Detentora de uma ternura indefinida.
Dispensa qualquer gesto brusco.
Ela fala por si só.
Seria o sentimento mais nobre?
A sensação mais plena?
O maior contato entre o homem e seu interior?
Não sei.
Não sei defini-la.
Mas já a senti algumas vezes.
E a intitulo como
INCRÍVEL.
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A lágrima, tantas vezes escorre...tantas vezes permanece presa borbulhando dentro de nós...tantas vezes lava a alma...tantas vezes só produz ainda mais lama...
ResponderExcluirA lágrima simplesmente única e pura.
A lágrima de quando estamos sozinhas...de quando estamos acompanhadas...A lágrima de quando estamos falando com Deus...
Amiga que poesia mais delicada e linda...
"Dispensa qualquer gesto brusco." Dispensa e constrange qualquer gesto brusco.
A lágrima é o nosso riacho de emoções salgadas e doces...
te amo amiga poetisa